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SANTOS, O TIME DOS XARÁS
Apelido e pronúncia ajudam a evitar desencontros O Santos tornou-se o time dos xarás neste Brasileirão. Na formação do elenco para a temporada, o Peixe, por coincidência, reuniu vários homônimos no mesmo time. E nada dos sempre comuns "josés" ou "joões". O que se vê no grupo alvinegro é um festival de rodrigos, fábios, thiagos, kléberes e até michaels. Dos 30 jogadores do elenco santista, 12 têm nomes repetidos.
Para que não haja desencontro, apela-se para os sobrenomes. Na época de Emerson Leão, havia sempre uma confusão entre os kléberes (o lateral esquerdo e o atacante). Quando se perguntava ao ex-treinador santista sobre alguns dos dois, o treinador perguntava: "o lateral ou o atacante?". Para acabar com isso, Cuca, que assumiu o posto na quinta rodada do Brasileiro, definiu: o primeiro é Kleber e o segundo é chamado de Pereira.
O caso dos michaels é curioso. Embora não seja um nome dos mais comuns, o Santos agora tem três em seu elenco: dois meias e um atacante. Recentemente, o diretor de futebol do clube, Luiz Antonio Ruas Capella, até brincou.
- Olha, não sei como vamos chamá-los.
O lateral ou o atacante? Para resolver dilema dos kléberes, Cuca apela para o sobrenome Mais uma vez, apela-se para o sobrenome. O mais antigo michael do elenco é o equatoriano contratado no início do ano. Para que não ser confundido com o ex-palmeirense, que chegou semana passada, o gringo é tratado por Quiñonez. Já o garoto que veio do Santo André se chama Maikon. Aí, a distinção é feita na pronúncia.
O macete do nome da família também ajuda a diferenciar os tiagos. O Peixe tem o atacante Tiago Luís, que é chamado assim, mesmo: nome e sobrenome. Seu xará é Thiago Carletto ou simplesmente Carletto.
No caso dos rodrigos, o apelido ajuda. Rodrigo Souto é o único que tem o privilégio de ser chamado pelo nome completo. O meia Rodrigo Tabata é chamado pelo nome da família ou, simplesmente, Japonês. O terceiro rodrigo santista é Lima, que atende pelo sobrenome mesmo.
Com os fábios, não foi preciso adaptação. Quando chegou ao Santos, o zagueiro já era conhecido por Fabão e, portanto, não corre o risco de ser confundido com o goleiro Fábio Costa.
SANTOS, SEMPRE SANTOS!